Blog pessoal de José Castanheira, membro do Partido Comunista Português, eleito na Assembleia Municipal de Olhão pela CDU, e candidato por esta coligação, à Presidência da Câmara Municipal de Olhão
publicado por Vai a Olhão, vai... | Quarta-feira, 02 Setembro , 2009, 19:16

De vez em quando temos notícias e informações de que as análises realizadas regularmente pelas entidades competentes, designadamente o Ipimar, apresentam resultados positivos relativamente à existência nas águas de substâncias nocivas para a saúde pública.

Ou são diversos tipos de toxinas provenientes de diversas origens (até de algas que existem naturalmente nas aguas e que em certas condições se reproduzem de forma extraordinária), ou são os coliformes, ou são outras razões quaisquer, que levam então à interdição de determinadas espécies, mais sensíveis, ou em determinadas áreas de captura, mais contaminadas.
O que é facto é que agora que os concessionários de viveiros de amêijoa, e os mariscadores, pensavam que este ano, o pior já tinha passado - pois apesar de ter havido alguma mortalidade, o Agosto e os grandes calores que normalmente causam maiores danos, já lá vão e que presentemente já não se verificam (infelizmente ou felizmente…), as escorrências dentro da Doca, frente à Bela Olhão – chega a informação via Ipimar de que está interditada a apanha e comercialização de berbigão, amêijoa-boa, e mesmo de conquilha e amêijoa-branca, proveniente das Zonas de Faro/Olhão, dentro e fora da Ria Formosa.
Em sectores que vão singrando com muitas dificuldades, é mais um golpe em termos económicos para muitos produtores da Ria e para a frota da ganchorra que aqui opera.
Há fenómenos naturais - e este das toxinas parece ser um desses – em que a natureza dita as suas leis e não há que fazer senão aguardar que aquilo que o mar trouxe, o mar leve de novo.
Não sou biólogo, mas custa-me a aceitar que não se possa fazer alguma coisa para prevenir estes acontecimentos.
Creio que cada vez é mais clara a necessidade de monitorização da Ria e das águas em geral (que não apenas em termos balneares), que possa minimizar os danos destas interdições, assim como é muito clara a necessidade dum combate firme e eficaz à poluição da Ria Formosa.
È que estas interdições causadas por factores naturais (e já agora, não sei se estas causas “naturais”, não poderão ter a ver com outras causas, como o estado das aguas…), juntamente com a poluição da Ria, acabam por se reflectir e atingir sempre o elo mais sensível e mais desprotegido da cadeia de produção, isto é, os próprios produtores.
Já agora, só uma nota.
Os ofícios do Ipimar a informar acerca das interdições das capturas, continuam a vir com o endereço da sede em Lisboa.
Ainda não mudaram a sede do Ipimar, para Olhão…
 
José Castanheira

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