Blog pessoal de José Castanheira, membro do Partido Comunista Português, eleito na Assembleia Municipal de Olhão pela CDU, e candidato por esta coligação, à Presidência da Câmara Municipal de Olhão
publicado por Vai a Olhão, vai... | Quarta-feira, 11 Março , 2009, 19:25

Bom, o Eng. Leal agora, "virou" jornalista...

Está bem! Está no seu direito!  
E nem a propósito, está nas suas "sete quintas", pois até o titulo da coluna e este certamente não foi concebido a pensar especificamente no Eng. Leal, mas quase que dá ideia que Olhão é a "quinta do Eng. Leal...
Adiante!
Tomei então conhecimento da coluna de hoje (10.3), da autoria do nosso ilustre Autarca, onde este disserta acerca da solidariedade (com maiúsculas), a propósito da possibilidade dos Municípios poderem prescindir duma parte da receita de IRS que por Lei lhes caberia. Só faltou dizer que em Olhão, o Eng. Leal decidiu diminuir em 2%, a parcela que "lhe" caberia, justificando-a, com a necessidade de proteger os mais desfavorecidos, designadamente os marítimos e para atrair novos habitantes para Olhão
Aqui chegados, várias considerações (que - apesar de votar a favor de tudo o que tenha um mínimo de positivo para Olhão e para os Olhanenses, coloquei na Assembleia Municipal e às quais o Eng. Leal não respondeu -  são pertinentes, porque apesar de ser uma medida que contem aspectos positivos, ela vem embrulhada em muita demagogia.
Então vejamos:
1 - Cerca de 20% da população do Concelho de Olhão, vive no limiar do nivel de pobreza, sobretudo idosos e pensionistas que não pagam IRS.
2 - Muitos dos marítimos que o Eng. Leal diz querer proteger, não têm rendimentos para atingir o escalão mais baixo de IRS.
3 - Portanto logo à partida, uma grande fatia daqueles com quem o Eng. Leal diz estar solidário, não será abrangida por esta medida.
4 - Apesar de tudo é positivo que outros sectores, que não têm qualquer forma de "fugir" (e não estou a incentivar a figa ao fisco, mas antes a constatar uma realidade...).ao pagamento de IRS, paguem alguma coisa a menos. Sempre alivia as dificuldades da crise, não apenas internacional (que é real, mas tem as "costas largas"), mas também provocada pela politica do Sec-geral do Partido Socialista..
5 - O Eng. Leal, não sabe quantas famílias Olhanenses, são abrangidas por esta medida...
6 - Entretanto, os 2% do Eng. Leal, representam segundo as suas palavras na AM, cerca de 375.000,00€, ou seja aproximadamente 70.000 contos, pela moeda antiga
6 - Isto equivale a pouco mais do que se gasta em iluminações, animações musicais e fogos de artificio, de 2 passagens de ano, ou ao que se pensa (porque o Eng. Leal não informa), que se gasta em cachets no Festival de Marisco.
E terminando por hoje, é de solidariedade que fala o Eng. Leal? Que assim seja!,
Mas... solidariedade com quem?
 
José M Castanheira  
 

Mano João a 12 de Março de 2009 às 00:28
Gostei da sua observação! Ainda mais gostei da pergunta com que termina: solidariedade com quem?
Resulta ridículo, para não dizer hipócrita. Que mais-valia poderão significar esses 2%? Onde poderão ser concretamente aplicados esses tais insignificantes 2%? Que iniciativas tem apresentado o Engº Leal para combater o desemprego? Deu alguns passos profícuos, por exemplo, no caso da BelaOlhão? Criou apoios sociais visíveis para as crianças em idade escolar e com sérias carências alimentares ou outras? Criou subsídios para os nasciturnos cujos pais estão desempregados ou têm baixos rendimentos? Ora adeus! O Engº Leal vem engrossar a propaganda tão querida a este governo!

Haja saúde
Mano João

SO! a 17 de Março de 2009 às 21:20

 

Somos Olhão! apresentou queixa à Comissão Europeia, no passado dia 12, por inobservância da aplicação de legislação em matéria de ambiente à Ria Formosa e vai lançar uma Petição ao Parlamento Europeu com subscrição pública e aberta aos cidadãos europeus.
Para:
- ler a Queixa, veja aqui
- colaborar na Petição, contacte por este email: somosolhao@gmail.com

Um amigo de outro amigo a 19 de Março de 2009 às 20:05
Começaria por saúdar o autor a iniciativa e a qualidade dos textos em todo esclarecedores de alguns problemas vividos no n/ Concelho (quem sabe se à dimensão do que se vai passando, representarão uma gota de àgua na Ria Formosa). As conclusões derá cada um e em consciência ser capaz de as tomar, em altura oportuna e penalizando quem o merecer, pelo que me reservo ao direito de não proferir qualquer opinião neste âmbito. Aproveitando a oportunidade, gostaria de relembrar um GRANDE AMIGO que já não faz parte desta vida, de nome JOSÉ JÚLIO, honras e justiça lhe sejam feitas, daqueles que com um aperto de mão honraria cegamente um qualquer compromisso por si assumido, que nas n/ tertúlias me dizia: Tenho um medo atróz da hipócrisia e da ingratidão, mais do que senti quando defendi a nossa bandeira nas n/ ex-colónias. As nossas tertúlias terminavam muitas vezes com a seguinte afirmação..."uma maioria dos n/ politicos precisavam de ler uma Obra do escritor Guerra Junqueiro, de nome FIEL"...enfim, fica o conselho e os meus cumprimentos.

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